Perdas e lutos
Sabemos hoje que o luto é um processo normal de confrontação e adaptação a uma perda, onde a tristeza constitui a sua expressão mais frequente, de raiva pela sensação de desamparo, de culpa e/ou autorrecriminação, podendo desencadear crises de ansiedade pela sensação de insegurança e de pânico intenso e de solidão descrita por situações de morte imprevista e/ou desaparecimento de um familiar. Neste sentido, os rituais fúnebres revelam-se cheios de significado psicológico para os enlutados.
Importa compreender que estes rituais enquanto constructo sociais variam culturalmente e religiosamente, é acima de tudo, o momento de partilhar uma mensagem, o movimento da vida para a morte, onde a socialização entre os familiares e amigos se mostra necessária para o início de um processo que não é linear – Processo de Luto.
Poderá ainda ler de que forma a intervenção nestes processos de perdas e lutos ajuda as familias, no artigo https://terapiafamiliarsistemica.pt/areas-de-intervencao/
É então percetível, que o ritual do funeral permite expressar a dor e o pesar, que se inicia com a evidência de um corpo que torna esse momento uma realidade, pela qual existe uma despedida.
Neste sentido, nas situações de desaparecimento a inexistência do corpo o que vivemos é antes de mais um adiamento do processo de luto, podendo ainda correr o risco de este processo não chegar a desenvolver-se.
A importância de tornar célere o ritual de despedida do ente querido permite aos enlutados consagrarem os seus sentimentos de perda e dor e iniciarem um processo de luto mais sereno.
Numa referencia ao artigo publicado a 13:04 7 Janeiro, 2022 | Mara Tribuna, em
https://expresso.pt/sociedade/o-funeral-da-minha-mae-foi-oito-dias-depois-de-ela-falecer-atraso-no-mp-e-gabinete-medico-legal-provoca-impasse-anomalo/







